De regresso aos palcos, os britânicos Lamb apresentaram na noite passada o mais recente "5" no Coliseu do Porto.
reportagem FestivaisPT
fotógrafo:
Marco Eira
Há uma década, o Coliseu do Porto foi pequeno para receber o projecto vindo de Manchester, na altura com o disco "What Sound" em boa forma nas rádios. Esta noite, era muito o espaço vazio na plateia, ainda que o público se tenha mostrado desde cedo entusiasta.
Após a pausa de 5 anos, os
Lamb actuaram na edição de 2009 do Festival Marés Vivas, já com um quinto trabalho de originais em perspectiva: "5" chegou às lojas no mês passado e o disco revela-se uma boa confirmação ao vivo. "Another Language" daria o mote para uma actuação centrada no material novo, com as linhas de baixo a funcionar como fio condutor.
Sem nunca deixar de lado as influências do
trip hop e do
drum 'n' bass, Andy Barlow dota agora a sua maquinaria de uma sonoridade mais fresca, ao lado do omnipresente contrabaixo de Jonny Thorne. Lou Rhodes, com a sua presença delicada, ocupa a posição central do palco e cativa os olhares.
"Little Things" e "Lusty" recordam os dois primeiros álbuns dos Lamb, tidos por muitos como os mais recomendados entre a discografia dos britânicos. O público responde com entusiasmo aos primeiros acordes, após Lou Rhodes evocar a noite mais selvagem em Lisboa, em plenos santos populares.
"Strong The Root", "Existential Itch" e "She Walks" colocam de novo o mais recente "5" em destaque, revelando novos ingredientes numa sonoridade familiar. "Gabriel", essa, mostrou-se também a mais familiar das canções da noite, ainda que as reacções entre a plateia se tenham mostrado aquém do burburinho de há uma década.
Sem acusar desgaste do tempo, as novas "Butterfly Effect" e "Wise Enough" destacam-se no novo disco, antes de apresentarem o próximo
single: "Build a Fire", com Lou Rhodes na guitarra. No final do tronco principal da actuação ficaria a incontornável "Gorecki" e uma ovação, perante a ameaça de despedida.
Já em
encore, "What Sound" recordaria o álbum homónimo, que daria novos públicos aos Lamb em 2001. Com nova roupagem, "Trans Fatty Acid" ganharia cadência hipnótica, em jeitos de apoteose entre luzes estroboscópicas e uma electrónica crua a relembrar um qualquer clube em final de noite.
Alinhamento:
Another Language
Little Things
Lusty
Strong The Root
Existential Itch
She Walks
Gabriel
Butterfly Effect
Wise Enough
Build a Fire
Gorecki
Encore:
What Sound
The Spectacle
Trans Fatty Acid
Na primeira parte do concerto esteve
Jay Leighton, a apresentar "As The Sun Comes Up".